O que vender na Vinted no verão de 2026: oito grupos
O que se vende na Vinted no verão: oito grupos, da praia e da serra aos festivais, o melhor momento para cada um e o que vale a pena guardar para setembro.
Na Vinted é a estação que faz a margem. Um vestido de linho publicado no princípio de junho vende-se pelo preço inteiro; o mesmo vestido no fim de agosto fica no meio de outros duzentos e ainda leva regateio. O verão português tem além disso um ritmo próprio, e quem o falha vende a mesma mercadoria mais tarde e com desconto.
Três coisas dão forma a esse ritmo. Os saldos de verão, que arrancam entre o fim de junho e o princípio de julho e que durante algumas semanas te põem à frente novo com desconto. A época dos festivais, de junho a agosto, que cria procura de roupa que precisa mais de aguentar do que de ser bonita. E agosto, o mês em que o país inteiro está de férias ao mesmo tempo.
A seguir vêm oito grupos que se movem nesta estação. Em cada um as mesmas três indicações: as marcas que aqui se procuram, o período em que a mercadoria sai, e o gesto que naquele grupo faz a diferença. Depois ficam o calendário de maio a agosto e aquilo que mais vale deixar em paz.
Oito grupos que se movem no verão português
1. Vestidos leves e peças de linho
O grupo com a procura mais larga da estação. Linho, algodão, padrões florais: a pesquisa sobe com os primeiros dias quentes e aguenta até bem dentro de agosto.
- Marcas: a Lefties e as linhas simples das cadeias para o grosso do mercado, a Zara e a Mango para uma rotação mais rápida
- Período: de meados de maio ao início de agosto, com o pico em junho
- O gesto: uma fotografia no cabide diante de uma janela clara, em vez da peça estendida na cama. Num vestido, a queda do tecido é metade da decisão
2. Fatos de banho, com uma condição
Na nossa lista das categorias que mais rendem os fatos de banho estão entre os delicados, e continua a ser verdade: usados ficam quase sempre parados. No verão existe, ainda assim, procura, e ela vale só para o novo com etiqueta ou para peças provadas uma única vez.
- Marcas: fatos de banho desportivos de marcas como a adidas e a Speedo, mais restos de fim de série
- Período: de meados de maio a meados de julho, com a abertura das piscinas e as primeiras praias
- O gesto: o estado escrito no título, não apenas no campo próprio. Aqui «novo com etiqueta» é o que torna a compra possível
3. Sandálias, chinelos e alpercatas
O calçado de verão por definição, com uma procura que aguenta os três meses. Algumas marcas saem perto do preço em novo se a apresentação estiver limpa.
- Marcas: a Birkenstock à frente, a par dos chinelos desportivos e das alpercatas de fabrico decente
- Período: do fim de maio ao fim de julho
- O gesto: limpa a cortiça e a sola antes da fotografia. Um par limpo e um par sujo são o mesmo modelo a dois preços diferentes
4. Óculos de sol
Pouco volume, boa margem. É o acessório que se procura por modelo exato, portanto o grupo em que um título bem escrito conta mais do que noutro lado.
- Marcas: a Ray-Ban e a Persol nos modelos procurados pelo nome, mais as armações de sol das marcas de moda
- Período: de maio a agosto, sem quedas bruscas
- O gesto: fotografa a referência do modelo no interior da haste e o estojo de origem. É isso que tranquiliza quanto à autenticidade sem que tenhas de a prometer
5. Calções e calças leves
O clássico do verão, sustentado por quem ainda não chegou aos trinta e não larga a ganga nem o workwear.
- Marcas: Levi’s, Carhartt e Dickies na ganga e no workwear, as cadeias nos chinos e no linho
- Período: de junho a meados de agosto
- O gesto: as medidas tiradas com a peça estendida, na descrição: cintura, entrepernas e largura da perna. Nas calças substituem a prova e poupam-te metade das mensagens
6. Serra e caminhadas no verão
A segunda estação da montanha portuguesa, a que se faz sem frio, e vale tanto como a outra. Os trilhos do Gerês, da Serra da Estrela e da costa alentejana enchem-se de gente, e as semanas de férias empurram a procura ainda mais para cima.
- Marcas: The North Face, Salomon e Columbia, mais as mochilas técnicas de qualquer marca reconhecível
- Período: o ano inteiro, com a subida mais nítida entre maio e julho
- O gesto: escreve no título que é a variante de verão. Um corta-vento fino e um casaco de membrana de inverno caem em pesquisas completamente diferentes
7. Roupa de criança para a praia e as férias
O grupo mais fiável do verão. A criança cresce mais depressa do que gasta a roupa, e para uma única estação os pais compram de bom grado em segunda mão.
- Marcas: a Zippy e as linhas de criança das grandes cadeias, mais as marcas de desporto em tamanhos de criança
- Período: de maio ao fim de julho, antes das semanas de praia
- O gesto: vende em conjuntos de várias peças no mesmo tamanho. Para as férias compra-se o que chega para duas semanas, não uma t-shirt solta
8. Festivais
De junho a agosto corre uma procura à parte, que com a moda de verão tem pouco que ver. Nos festivais portugueses contam o pó, o calor do dia e o frio das noites no campismo: procuram-se t-shirts de bandas, sweats velhas, corta-ventos e calçado que se possa estragar.
- Marcas: nas t-shirts de bandas decide a banda e não a marca; nos corta-ventos e nas sweats basta que a peça aguente e caiba na mochila
- Período: do início de junho a meados de agosto, depois praticamente nada
- O gesto: nas t-shirts de bandas escreve no título a banda, a digressão e o ano. É exatamente assim que se procura
O calendário de maio a agosto
Entre uma venda pelo preço inteiro e uma peça regateada estão muitas vezes duas semanas de diferença. Este ritmo resulta:
De maio a agosto
Maio e junho: abertura da estação e os preços mais altos, com vestidos leves, roupa de caminhada, fatos de banho com etiqueta e sandálias.
Julho: férias e festivais, com óculos de sol, calças leves e roupa de criança para a praia. Atenção aos saldos: durante algumas semanas o novo com desconto é o teu concorrente direto.
Agosto: dois movimentos ao mesmo tempo, a última descida no verão e as primeiras compras para setembro.
Dentro do dia valem as janelas que separámos no guia sobre a que horas publicar na Vinted. No verão a melhor janela da noite desloca-se, pelo que temos observado, bastante para mais tarde: numa noite de julho as pessoas ficam com o telemóvel na mão muito mais tempo do que em novembro.
Agosto: o país todo de férias ao mesmo tempo
É a particularidade portuguesa que mais pesa nesta estação. As férias não estão repartidas por regiões nem por semanas: agosto concentra quase todas, com fábricas e escritórios fechados e cidades meio vazias. Ao mesmo tempo chegam os emigrantes que passam o mês cá, e isso mexe também com o catálogo.
Para ti isso quer dizer duas coisas. O pico do interesse pela roupa de viagem cai antes da viagem, ou seja em junho e no princípio de julho; quem espera por agosto encontra gente com a mala já feita. E o meio do mês, com o feriado de 15 de agosto pelo caminho, é a altura de fotografar, escrever e deixar pronto aquilo que vai para o catálogo no fim do mês, não de queimar as tuas melhores peças.
O que fica parado no verão
Guardar até ao outono
Estes grupos não se mexem em pleno verão. Isso não é razão para os dares por tuta e meia, é razão para os deixares em paz.
- Casacos de inverno, blusões acolchoados e parkas: a procura volta a partir de outubro
- Camisolas grossas e casacos de lã: fora de estação até ao outono
- Botas e calçado forrado: em julho quase ninguém procura isso
- Material de neve: esse mercado só acorda em novembro
Deixa estes artigos onde estão, em vez de os retirares ou de os dares abaixo do que valem. No outono basta um acerto de preço para o anúncio voltar a ser visto, com o efeito acrescentado de a Vinted avisar quem o guardou nos favoritos.
Fim de agosto: muda o sortido, não o ritmo
Enquanto o verão acaba começa uma segunda estação, curta e muito diferente. As aulas voltam em setembro, com datas que mudam de escola para escola, e a procura de mochilas, calçado fechado, sweats e casacos de meia-estação sobe nas semanas anteriores. O que sai nessa altura, e por que ordem publicar, é o assunto do guia sobre o que vender na Vinted em setembro.
É essa passagem que faz de agosto o mês mais trabalhoso do verão: dois sortidos ao mesmo tempo, um em saldo e o outro por construir. Como se despacha uma vaga dessas sem lhe dedicar todas as noites está no guia sobre gerir muitos artigos na Vinted. Se uma peça isolada compensa, descobres antes de a comprares com o guia sobre calcular a margem de revenda, e onde se arranja a mercadoria da estação está no guia sobre onde comprar roupa para revender.
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Criar a minha conta →Perguntas frequentes
Quando é que devo começar a publicar a roupa de verão na Vinted?
A partir de meados de maio, o mais tardar no início de junho. A procura sobe com o primeiro calor a sério e volta a subir quando se fazem as malas. Quem publica cedo fica ainda com margem para corrigir o preço ou para voltar a publicar uma peça que ficou parada; em agosto essa margem já não existe.
Faz sentido pôr à venda fatos de banho e bikinis?
Com uma condição, e só com essa: novos com etiqueta ou provados uma única vez, e assim escrito no título. Os fatos de banho usados ficam quase sempre parados, porque neste grupo quem compra desconfia. Cumprida a condição, o intervalo de maio a julho é curto e muito forte.
Devo baixar os preços do verão em agosto?
Na mercadoria puramente estival sim, a partir de meados de agosto. Uma descida tem aí um efeito que voltar a publicar não consegue: a Vinted avisa quem guardou o artigo nos favoritos. Se depois da descida a peça continuar ali, guardá-la rende mais do que dá-la, porque em maio volta a valer o preço inteiro.