As categorias mais rentáveis na Vinted em 2026
Ténis, roupa de desporto, roupa de criança, vintage e outdoor: o que rende mais na Vinted, com margem, velocidade de venda e a armadilha de cada categoria.
Na revenda nenhuma decisão pesa tanto como a da categoria. As fotografias melhoram-se, o título reescreve-se, o preço ajusta-se: numa categoria que ninguém procura, ou onde estão dez mil artigos iguais, nada disso muda grande coisa. E o que se move em Portugal não é o que se move em França ou na Alemanha: aqui giram os ténis, o desporto de marca, a roupa de criança e tudo o que serve para andar na serra, mais um segmento que vive dois meses por ano e o resto do tempo dorme.
Há ainda uma particularidade do catálogo português que muita gente subestima: as cadeias que estão em qualquer centro comercial são procuradas sem parar. É uma categoria fiável e de margem fina, boa para a rotação e má para o lucro por peça. Confundir as duas coisas é a via mais rápida para trabalhar muito e ficar com pouco.
A seguir estão seis categorias que aguentam no mercado português, com as marcas que aqui são de facto procuradas, e com a mesma clareza aquelas em que o esforço raramente se paga. No fim há um método para experimentar uma categoria nova antes de lhe meteres dinheiro.
O que faz uma boa categoria
Antes de olhares para artigos concretos, vale a pena passar pelas cinco medidas com que qualquer categoria se avalia:
- Procura: há gente suficiente à procura dela com regularidade
- Disponibilidade: a mercadoria arranja-se barata sem percorreres meio distrito
- Margem: entre a compra e a venda, tirados todos os custos, sobra o bastante
- Rotação: os artigos saem depressa, de preferência em menos de duas semanas
- Verificabilidade: reconheces autenticidade e estado sem precisares de um perito
Como bitola serve a regra prática do nosso guia para começar a revender: o preço de venda realista deve ficar pelo menos no triplo da compra, para que o esforço se pague depois de descontado o teu tempo. Saber em que categorias esse triplo é realista e em quais não é faz toda a diferença.
Seis categorias que aguentam no mercado português
Categoria 1: ténis de marca
A categoria que nunca sai de moda, aqui como em qualquer lado. Nike Air Force, adidas Stan Smith e Samba, New Balance 574 e 990, Converse Chuck Taylor: ténis de marca em bom estado saem depressa, e apanhá-los em feiras e nos anúncios da tua zona é realista. O triplo alcança-se aqui com regularidade, e nos modelos mais procurados até mais.
Cuidado com os tamanhos extremos
Os números das pontas ficam parados muito tempo. Concentra-te entre o 38 e o 44, onde está o grosso da procura. E fotografa sempre a sola: se ela não estiver nas fotografias, o seu estado é a primeira pergunta que te chega ao chat, uma vez por cada interessado.
Categoria 2: desporto de marca e camisolas de futebol
adidas, Nike e Puma estão bem assentes em Portugal, e isso nota-se até no mercado em segunda mão. Fatos de treino, calções e sweats saem com constância. As camisolas de futebol merecem capítulo à parte: têm uma procura própria, que com a moda não tem nada que ver. O preço é decidido pelo clube, pela época e pelo nome estampado nas costas, não apenas pelo estado da estampagem. É um nicho em que quem percebe do assunto reconhece em três segundos aquilo que os outros deixam ficar.
Categoria 3: roupa de criança e de grávida
A melhor entrada de todas. A roupa de criança está muitas vezes quase nova, porque a criança cresce mais depressa do que o tecido se gasta, os pais compram em segunda mão por convicção e a rotação é alta em consequência. Aqui procuram-se a Zippy, a Chicco, as linhas de criança das grandes cadeias e as marcas de desporto em tamanhos de criança. A roupa de grávida segue a mesma lógica: serve uns meses e depois passa a outra pessoa, o que faz dela, em relação ao que custa, uma das mercadorias que mais depressa se movem.
Um pormenor decide se o artigo é encontrado ou não: os tamanhos dos mais pequenos são procurados em meses e em centímetros, tal como vêm na etiqueta. Escreve-os no título tal como estão ali; a idade, quando muito, vai na descrição.
Categoria 4: vintage e Y2K
Esta categoria vive de uma procura estável entre quem ainda não chegou aos trinta: Levi’s 501, fatos de treino dos anos noventa, Carhartt, sweats com estampagem universitária americana, e a onda Y2K com as calças de cintura descida e os tops curtos. Aqui estão as margens mais altas de todo o catálogo, mas só com critério. Quem não sabe datar uma peça acaba mais tarde ou mais cedo por pagar uma reedição ao preço do original.
Dica de especialista
No vintage a etiqueta é a ferramenta principal. Uma inscrição como «Made in USA» num Levi’s, ou um logótipo que uma marca deixou de usar há décadas, sobe bastante o preço que consegues, e verifica-se em poucos minutos.
Categoria 5: montanha e trilhos
A par do futebol, a particularidade portuguesa mais marcada. Com a Serra da Estrela, o Gerês e os trilhos que atravessam o país de norte a sul, os casacos técnicos, os softshell, as calças de caminhada e as mochilas são procurados o ano inteiro, com uma subida clara na primavera e no fim do verão. The North Face, Salomon, Columbia e as marcas próprias das grandes cadeias de desporto são os nomes que mais circulam. São peças que em novo custam muito e são feitas para durar, por isso chegam à segunda mão em muito bom estado: a melhor posição de partida que uma categoria pode ter.
Na roupa técnica compram-se características, não só marcas. No título e na descrição entram a membrana e a coluna de água (se a etiqueta as der), o peso, se o capuz sai e se o tratamento impermeável ainda responde. Sem essas indicações recebes de cada interessado as mesmas três perguntas.
Categoria 6: surf e neoprene, a exceção da estação
O segmento que se comporta de maneira diferente de todos os outros. Fatos de neoprene, licras, botins e calções de surf atingem, no momento certo, preços que não têm relação nenhuma com o que custam numa feira de novembro. Esse momento certo é estreito: a procura acorda com as primeiras semanas de praia e chega ao topo no auge do verão. Compra ao contrário, entre o outono e o inverno, quando ninguém quer esse material, e publica a partir de abril. Como se escolhe o momento em que um artigo vai para o catálogo está no guia sobre a que horas publicar na Vinted.
As cadeias do centro comercial: rotação rápida, margem fina
A Zara, a Bershka, a Pull&Bear, a Lefties e as cadeias de qualquer centro comercial merecem um lugar à parte. No mercado português são procuradas sem parar, os artigos saem depressa e quem compra regateia menos do que na mercadoria cara. Só que o valor que sobra no fim é pequeno. Uma t-shirt comprada a dois euros e vendida a oito cumpre até a regra do triplo, mas depois da embalagem e do caminho até ao ponto de entrega resta apenas o suficiente para justificar o quarto de hora que lhe foi dado.
Como acompanhamento faz sentido: o que vem de qualquer maneira dentro de um lote comprado barato enche o guarda-roupa, mantém a página em movimento e dá origem a mais conjuntos por parte de quem compra. Como base única não se aguenta.
Categorias que raramente compensam
Muito trabalho, pouco resultado
Estas categorias estão cheias, têm a margem demasiado fina ou são demasiado delicadas para quem começa. Exceções há sempre; o que acontece é que como base se prestam mal.
- Roupa de massas a preços de fundo: no catálogo já está tudo, a preços que não deixam espaço
- Roupa interior e fatos de banho: delicados no plano da higiene, trabalhosos de explicar a quem compra
- Luxo cuja autenticidade tem de ser provada: pede conhecimento e capital que ninguém tem no início
- Casa e tecnologia: fora daquilo que na Vinted se procura habitualmente
Se a categoria está certa e os artigos ficam parados na mesma, quase nunca a culpa é da mercadoria. As causas mais frequentes estão reunidas no artigo sobre porque não vendo na Vinted.
Como experimentar uma categoria antes de te prenderes a ela
Nenhuma lista substitui a prova no terreno: a zona onde compras, o teu olho e as tuas fotografias fazem parte da conta.
é o orçamento com que se experimenta uma categoria nova: de cinco a dez artigos, antes de lhe meteres mais dinheiro
É o que arriscas para saber se essa categoria funciona na tua zona e com as tuas fotografias
A prova são quatro passos:
- Compra de cinco a dez artigos da categoria que te interessa, com esse orçamento de prova
- Publica-os com cuidado: boas fotografias, títulos completos, o estado declarado com honestidade
- Mede três coisas: quanto demoram a vender-se, quanto sobra de facto depois de todos os custos, quanto esforço custa arranjar a mercadoria
- Sobe no volume só quando as três baterem certo, e repete depois a prova na categoria seguinte
Para que a prova não encalhe na publicação, valem desde o primeiro artigo os gestos do guia sobre vender mais rápido na Vinted. E assim que várias categorias andam em paralelo, o estrangulamento deixa de ser a escolha da mercadoria e passa a ser a organização: o guia sobre gerir muitos artigos na Vinted é o ponto de partida para tudo o resto.
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Criar a minha conta →Perguntas frequentes
Posso misturar várias categorias no mesmo guarda-roupa?
Podes, mas um guarda-roupa com uma direção reconhecível vende melhor do que uma banca de tudo um pouco. Se misturares, mantém pelo menos as fotografias e os textos no mesmo registo: quem chega a partir de um nicho olha também para isso para decidir se dominas aquilo que vendes.
Compensa revender ténis caros como os Jordan ou os Yeezy?
Há dinheiro nisso, mas é o canto mais arriscado do catálogo. As imitações circulam justamente nesses modelos, e a Vinted pode retirar um artigo assim que a autenticidade é posta em causa. Quem não conhece de facto os sinais ganha de forma mais constante em categorias mais calmas.
Como sei que um nicho está saturado?
Procura o teu artigo típico no catálogo e repara no que está ao lado. Milhares de artigos quase iguais a preços de saldo e quase nenhum favorito são mau sinal. Umas centenas de resultados, preços estáveis e muitos artigos já vendidos dizem, pelo contrário, que naquele nicho há dinheiro a mexer-se.
O tamanho influencia o que uma categoria rende?
Bastante. Os tamanhos do meio, do S ao L, mexem-se muito mais depressa do que os extremos. Nos ténis o intervalo bom vai do 38 ao 44. Nos tamanhos muito pequenos ou muito grandes conta já com esperas mais longas no momento da compra.